sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Todos os pecados dos homens lhes serão perdoados, exceto...

A blasfêmia contra o Espírito Santo, a negação da Verdade, o descrédito dado àquilo que se credita simplesmente por não querer crer. Isso mesmo, os fariseus dissimularam contra a Verdade que se confirmava diante de seus próprios olhos, tiveram o vislumbre da glória de Deus a revelar-se no Filho, que, encarnado, efetuava obras por onde passava a fim de confirmar Sua autoridade.

O testemunho do Pai, as palavras de sabedoria, o proceder de Seus filhos, era inegável que o Espírito de Deus estava sobre Jesus. O próprio Nicodemus afirmou isso. Mas, tomados por inveja e ódio, movidos por seus interesses políticos, os religiosos tentavam a todo custo não crer naquilo que não tinham como negar: que sobre Jesus repousava o Espírito Santo.

Daí a afirmação dos fariseus ser tão infeliz, pela carga de hipocrisia que carregava. Ora, possuídos por sua dissimulação, eles não poderiam crer em Jesus, não poderiam receber o Reino, não poderiam ser lavados por Suas palavras, e assim, permanecia sobre eles a condenação.

Sem lavar-se, o homem permanece sujo. Por isso, o que, à semelhança dos fariseus, blasfema contra o Espírito, permanecerá atormentado pela culpa que "não lhe será removida".

Haverá para eles outro Cristo? Outro sangue há que seja preferível ao blasfemo, que possa ser derramado para que o mesmo nele se lave? O poder de Deus estava manifestado ao mundo em Jesus, de modo que todos se maravilhavam, alguns, inclusive os de Sua casa, consideravam-no louco, outros, dissimulando contra a Verdade, desprezavam a graça que lhes fora concedida, vendo o que muitos profetas desejaram ter visto, não quiseram enxergar o que era evidente diante de seus olhos, estes o consideravam porta-voz do inferno, o Belzebu.
Por isso não podem ser lavados, pois assim rejeitaram ser, de modo que sobre eles permanece a condenação. Assim, todo pecado será perdoado, menos o de não banhar-se no Sangue precioso, de não lançar-se no Teu mar de Graça, de desprezar Teu amor, de negar que Deus perdoa os pecadores, mesmo vendo-O perdoá-los. Quem assim blasfema contra o Espírito do Evangelho, permanecerá debaixo de condenação.

Por mais um dos que não vêem outra possibilidade, diante da glória que se-nos revelou, senão a de crer no Deus da Graça.        

domingo, 25 de dezembro de 2011

Aquele que sustenta todas as coisas, fez-se coisa...

Aquele que sustenta o mundo todo, sendo o Início de todas as coisas, tornou-se coisa...

Nos braços de uma mulher comum clamou por sustento;

junto a um homem comum aprendeu o labor dos oprimidos;

nos abraços de homens comuns encarnou a fraternidade;


pela angústia de homens comuns chorou pesadas lágrimas;

pelas mãos de homens comuns foi entregue à dor.

Ele nasceu, cresceu e padeceu sendo coisa. Deixando a glória que tinha, reduziu-se a coisa alguma.

Igualmente, nós também, reconheçamos a insuficiência de nossa independência, a ponto de contarmos com o cuidado dos outros, sem qualquer medo de parecermos assim pequenos ou tolos.

Saibamo-nos insuficientemente espertos, acabados ou sábios, a fim de que nossos corações se abram humildemente, para que ouçamos os ensinos de nossos irmãos, para que aprendamos com os que também laboram o labor da vida.

Encontremos em cada abraço, um irmão, em cada ceia, uma festa de amor.

Sintamos o choro do mundo, angustiemo-nos diante da dor alheia, soframos a paixão do outro, nos desenclausuremos de nós mesmos.

Cada um de nós suporte com esperança as injustiças, e jamais permita que a fome e a sede por justiça sejam apagadas pelas aflições ou contradições do tempo presente, antes, que a maldade seja chuva a regar o coração justo, fazendo crescer a semente da esperança eterna nele semeada, e tendo tornado-se tronco robusto, dê frutos que permaneçam.

Pois, o Deus de todas as coisas fez-se comum, como um qualquer, como eu e você, e se Ele assim foi, sejamos também, portanto, fortes o suficiente para sermos fracos e dependentes, humildes, inacabados, simples, guardando a esperança e buscando o amor, comuns.

Que Cristo nasça em cada um de nós, e feliz seja tal nascimento, pois se Cristo não nasce no coração do homem, para este, de nada adianta que Ele tenha nascido em qualquer outro lugar ou tempo. Amém.