sábado, 9 de julho de 2011

Todas as Coisas são Permitidas? - Geoff Ashley


Depois de citar “todas as coisas são permitidas” A Escritura diz: “mas eu não vou ser escravizado por nada” (1 Coríntios 6:12). Após o segundo uso, dessa expressão no capítulo 10, aparecem essas palavras: “Ninguém busque o seu próprio bem, mas o bem de seu próximo. “É possível, para você, fazer o que quer de tal forma que não seja escravizado? Você pode fazê-lo de tal forma que não danifique o outro? Se não, então o seu “direito” deve ser substituído por sua responsabilidade a aderir de vontade revelada de Deus.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Conhecer a Deus - Blaise Pascal


O Deus dos cristãos é um Deus que faz sentir à alma que ele é o seu único bem; que todo o seu repouso está nele; que não terá alegria senão em amá-lo; e que lhe faz ao mesmo tempo abominar os obstáculos que a retêm e a impedem de o amar com todas as suas forças. O amor-próprio e a concupiscência que a detêm lhe são insuportáveis. Esse Deus lhe faz sentir que ela tem esse fundo de amor-próprio e que só ele pode curá-la.

(Eis o que é conhecer Deus como cristão. Mas, para conhecê-lo dessa maneira, é preciso conhecer ao mesmo tempo a sua miséria, a sua indignidade, e a necessidade que se tem de um mediador para se aproximar de Deus e para se unir a ele. É preciso não separar esses conhecimentos porque, uma vez separados, são não só inúteis, mas nocivos.) O conhecimento de Deus sem o da nossa miséria faz o orgulho. O conhecimento da nossa miséria sem o de Jesus Cristo faz o desespero. Mas, o conhecimento de Jesus Cristo nos isenta não só do orgulho como do desespero, porque encontramos nele Deus, a nossa miséria e a via única de a reparar.

Podemos conhecer Deus sem conhecer as nossas misérias, ou as nossas misérias sem conhecer Deus; ou mesmo Deus e as nossas misérias, sem conhecer o meio de nos livrarmos das misérias que nos afligem. Mas, não podemos conhecer Jesus Cristo sem conhecer ao mesmo tempo Deus e as nossas misérias, assim como o remédio das nossas misérias; porque Jesus Cristo não é simplesmente Deus, mas um Deus reparador das nossas misérias.

Blaise Pascal (1623-1662)