Para Jesus, no entanto, o "vir a ser" que importa é outro. De Seu ponto de vista é um "vir a descer", ou poderia dizer que seria um vir a "des-SER". É um caminho de humilhação, para Ele subir é ir para baixo, ser grande é ser o menor, amadurecer é tornar-se uma criança. sexta-feira, 15 de junho de 2012
O que você vai ser quando você des-SER
Para Jesus, no entanto, o "vir a ser" que importa é outro. De Seu ponto de vista é um "vir a descer", ou poderia dizer que seria um vir a "des-SER". É um caminho de humilhação, para Ele subir é ir para baixo, ser grande é ser o menor, amadurecer é tornar-se uma criança. terça-feira, 5 de junho de 2012
Quem diz que é já deixou de ser
domingo, 3 de junho de 2012
O evangelho segundo os moleques de pinto "en-cãibra-do"
Os mais que infelizes
quarta-feira, 28 de março de 2012
Sem limites
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Todos os pecados dos homens lhes serão perdoados, exceto...
O testemunho do Pai, as palavras de sabedoria, o proceder de Seus filhos, era inegável que o Espírito de Deus estava sobre Jesus. O próprio Nicodemus afirmou isso. Mas, tomados por inveja e ódio, movidos por seus interesses políticos, os religiosos tentavam a todo custo não crer naquilo que não tinham como negar: que sobre Jesus repousava o Espírito Santo.
Daí a afirmação dos fariseus ser tão infeliz, pela carga de hipocrisia que carregava. Ora, possuídos por sua dissimulação, eles não poderiam crer em Jesus, não poderiam receber o Reino, não poderiam ser lavados por Suas palavras, e assim, permanecia sobre eles a condenação.
Sem lavar-se, o homem permanece sujo. Por isso, o que, à semelhança dos fariseus, blasfema contra o Espírito, permanecerá atormentado pela culpa que "não lhe será removida".
Haverá para eles outro Cristo? Outro sangue há que seja preferível ao blasfemo, que possa ser derramado para que o mesmo nele se lave? O poder de Deus estava manifestado ao mundo em Jesus, de modo que todos se maravilhavam, alguns, inclusive os de Sua casa, consideravam-no louco, outros, dissimulando contra a Verdade, desprezavam a graça que lhes fora concedida, vendo o que muitos profetas desejaram ter visto, não quiseram enxergar o que era evidente diante de seus olhos, estes o consideravam porta-voz do inferno, o Belzebu.
domingo, 25 de dezembro de 2011
Aquele que sustenta todas as coisas, fez-se coisa...
Nos braços de uma mulher comum clamou por sustento;
junto a um homem comum aprendeu o labor dos oprimidos;
nos abraços de homens comuns encarnou a fraternidade;
pela angústia de homens comuns chorou pesadas lágrimas;
pelas mãos de homens comuns foi entregue à dor.
Ele nasceu, cresceu e padeceu sendo coisa. Deixando a glória que tinha, reduziu-se a coisa alguma.
Igualmente, nós também, reconheçamos a insuficiência de nossa independência, a ponto de contarmos com o cuidado dos outros, sem qualquer medo de parecermos assim pequenos ou tolos.
Saibamo-nos insuficientemente espertos, acabados ou sábios, a fim de que nossos corações se abram humildemente, para que ouçamos os ensinos de nossos irmãos, para que aprendamos com os que também laboram o labor da vida.
Encontremos em cada abraço, um irmão, em cada ceia, uma festa de amor.
Sintamos o choro do mundo, angustiemo-nos diante da dor alheia, soframos a paixão do outro, nos desenclausuremos de nós mesmos.
Cada um de nós suporte com esperança as injustiças, e jamais permita que a fome e a sede por justiça sejam apagadas pelas aflições ou contradições do tempo presente, antes, que a maldade seja chuva a regar o coração justo, fazendo crescer a semente da esperança eterna nele semeada, e tendo tornado-se tronco robusto, dê frutos que permaneçam.
Pois, o Deus de todas as coisas fez-se comum, como um qualquer, como eu e você, e se Ele assim foi, sejamos também, portanto, fortes o suficiente para sermos fracos e dependentes, humildes, inacabados, simples, guardando a esperança e buscando o amor, comuns.
Que Cristo nasça em cada um de nós, e feliz seja tal nascimento, pois se Cristo não nasce no coração do homem, para este, de nada adianta que Ele tenha nascido em qualquer outro lugar ou tempo. Amém.
sábado, 12 de novembro de 2011
"Vai lá e volta aqui"
Um olhar triste e reflexivo, uma vassoura em mãos, uma pausa no trabalho...uma simples servente da universidade, paralisou o dia de um universitário, imprimiu-lhe a simplicidade, ensinou-lhe algo para além da reflexão.
"O que pode haver que seja tão digno de receber o tempo dessa mulher? Por que seu olhar está tão distante?" - Tais questões intrigavam o universitário.
"Por que você está tão longe mulher?" - Perguntou o moço curioso.
"Você acha que eu tô longe é?" - Respondeu-lhe com alegria, pois não perdera a sensibilidade necessária para apreciar cada encontro, mesmo estando todos os dias a limpar os corredores por onde passam corridos aqueles que não tem tempo para encontros que não se encontrem em sua agenda. Assim alegrou-se por ter sido dada a ela a oportunidade de partilhar das maravilhas nas quais meditava.
Ela refletia sobre a morte e sua angústia, sobre a dor e a misericórdia, sobre a resposta que se deve conceder ao que é incompreensível. A notícia do dia era que um jovem policial matara a própria mãe e cometera suicídio. Quem compreenderá tal atitude?
"Ele merecia morrer mesmo" - Diriam os que desacreditam totalmente dos recomeços, e lançam para fora do navio da existência qualquer "peso inútil e desagradável".
"Ele era louco e precisava ter sido tratado." - Diriam os mais misericordiosos e que acreditam na possibilidade de se prever os desalinhados movimentos da psiquê e neles intervir.
"Como alguém assim podia estar em tal função?" - Diriam os que estão demasiadamente preocupados com a massa para perderem tempo com as dores dos indivíduos.
Mas essa tão surpreendente personagem, não perdia tempo em discussões e conclusões tão tolas, ela fora além e voltara.
"Diante disso a gente faz assim: Vai lá e volta aqui." - Ela afirmou. Por isso estava distante, porque estava "lá" em sua própria dor, na perda de um tio há poucas semanas. Já eram avançados seus dias, e por isso morrera. Ele se foi, e carregou consigo um grande bocado da história daquela simples senhora, no lugar deixou saudade, lembranças de sua bondade.
Então, possuída pela angústia da perda, ela "voltava aqui", no tema inicial de sua reflexão: o jovem assassino. Ali estava a simples faxineira, varrendo seu interior, colocando as coisas no lugar, para não suceder que a dificuldade que possuía em compreender as atitudes daquele jovem assassino, lhe matasse também o ser, para que não fosse ferida pelo ódio ou por seu próprio desejo por justiça.
Ela perdera alguém, e grande era sua dor, mas tal perda fora natural, como convém a todos, ao contrário dos que perdem alguém de modo tão brutal. Ninguém julga a morte quando ela vem como fato natural da existência, como mero fim de uma longa jornada, mas quando pela imoralidade é arrancada brutalmente a vida, então cabe a todos os ofendidos julgarem a causa. No entanto, aquela simples faxineira não se via no direito de julgar nada a não ser que "o rapaz estava longe de Deus". Sim, ela tivera tempo para olhar para o caso, considerando a miséria do réu.
Entre suas idas [às suas próprias dores] e vindas [às dores dos familiares e do réu], lágrimas desciam por sua face, não somente pela perda de seu tio, mas pela miséria do jovem assassino, pela dor dos parentes que viverão com tão terrível lembrança, pela mãe que morrera pelas mãos do filho.
Tendo feito a limpeza de seu próprio ser, com o auxílio dAquele que sempre lhe acompanha e lhe consola as dores, a simples faxineira tornara-se Luz, singela e humilde em um mundo caótico, superara a própria dor, vencera as próprias questões, derrubara o ódio, alimentara-se de compaixão e graça, enchera-se de prudência e agarrara-se ainda mais ao Seu Consolador. Ela não possui diploma nem conhece a vida por meio de artigos, não tem capacidade de pensar em soluções para nossa sociedade, mas mostrara, sem a intenção de fazê-lo, que estava muito mais preocupada em salvar o mundo do que julgá-lo. A vida ela aprende na dor, na angústia e no Consolo, no desespero e na Redenção, no encontro com Seu Criador, no quarto escuro de seu próprio ser. E no universo das reflexões, nenhum filósofo apresentou tão grande capacidade reflexiva, pois basta "ir lá e voltar aqui" com Deus para que tudo seja muito mais que idéias e conclusões éticas, sejam Vida e Paz.
domingo, 25 de setembro de 2011
Somos quem podemos ser
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Tesouros in-corruptíveis
Diante da corruptibilidade de tudo o que se vê, é fácil que qualquer um chegue à conclusão de que é totalmente inútil acumular e acumular posses em nossa existência. Quem pára para pensar um pouco que seja sobre a morte, ou se faz louco, dizendo: “Acumularei mais e descansarei em minhas riquezas antes que venha o meu fim”, ou se deprimirá ao notar a inutilidade de tais posses diante das necessidades que teu próprio ser lhe requerem.
Em ambos os casos, a alma continuará gritando por algo que ainda não encontrara. É nesse momento que o Mestre [ordena] convidando para Seu Reino a todos os que já não se satisfazem em servir a Mamom, incentivando-os a ajuntarem um tesouro “in-corruptível” [quem dera alguns pregadores compreendessem quanto mais valem os tesouros “in-corruptíveis” que os corruptíveis...].
E é aí mesmo, do lado de dentro, que se ajunta esse tesouro “in-corruptível”, visto que não é através da prática religiosa e purificadora de mente dos que dão esmolas [dízimos, ofertas, etc] apenas para massagearem o próprio ego, nem através dos atos hipócritas de quem dá tudo o que tem desde que de seu lado haja quem o aplauda, pelo contrário, nem mesmo tua mão esquerda saiba o que faz a direita, para que não se juntem a fim de aplaudirem a ti mesmo. É assim, com a consciência posta diante de Deus [pois diante dEle ninguém tem do que gloriar-se], que ajuntamos tal tesouro.
De fato, é dando que se recebe, é vendendo tudo o que tem e nivelando os vales da pobreza com o lucro, dando as “túnicas” que nos sobram e o alimento do qual não necessitamos aos que necessitam e não tem, que investimos em nossa “poupança celestial” (como fora dito ao jovem rico). A proposta aqui é algo como: “Queres mais? Então viva com menos”. Uns pensarão ser isso apologia à pobreza, eu apenas digo ser apologia à igualdade e à justiça. Não furte o pobre, deixando sua comida apodrecer na dispensa.
Não pense que isso é alguma defesa a uma política pública paternalista, isso é apenas o que vem antes de qualquer política pública, é o destronamento de Mamom em nossos corações. Pense nisso.
Por Gustavo Marchetti, nAquele que nos reservou tesouros in-corruptíveis.
domingo, 14 de agosto de 2011
Tudo ou nada

Ver Lucas 14: 15-35
Para ser discípulo de Jesus é preciso possuir por Ele um amor transcendental, um amor que faz com que a afeição erótica, fraterna, filial e paterna sejam tão pequenas quanto o ódio.
Para ser discípulo de Jesus é preciso negar diariamente tudo o que nos constitui como ser, encravando esse “eu” na cruz. Tem que abandonar os conceitos e preconceitos, crucificar os sofismas, assassinar as vontades que centram-se em si mesmo, liquidar seus dogmas morais e de justiça própria, abandonar sua própria construção psico-histórico-social, deixar de ser em si mesmo.
Para ser discípulo de Jesus é preciso renunciar a tudo o que se diz “é meu” dentro do coração, para que nada, “sendo seu”, venha a crescer e entronizar-se ali. Tem que caminhar como quem não possui coisa alguma.
Ora, só é possível seguir o Mestre nesse caminho, para quem nada tem; nem gente, nem posses, nem reconhecimento. Só se assenta nessa mesa e ceia com o Mestre, os cegos, leprosos e pobres.
Sim, somente eles conseguem aceitar esse convite ao discipulado de Jesus, pois nada são, a ninguém tem consigo, e coisa alguma possuem.
Portanto, esses, diante do chamamento, não encontram razões para se desculpar, não tem como dizer que irão cuidar de seus bois ou terrenos, e nem mesmo terão de se afastar por causa de sua lua-de-mel.
Ora, esses são os que terminarão a edificação da torre, ao contrário daqueles que param no meio da construção, por falta de verba. Esses são os que não entram na guerra para perder, antes, se vêem que não podem contra o inimigo, logo pedem a paz. Esses são os que calculam os gastos da empreitada, que analisam o quanto lhes custará ser discípulos de Jesus, e diante disso “vendem tudo o que tem e o seguem”, ao contrário dos que, entristecidos, retornam para sua “vida” sedenta por Vida.
Aprendamos com os pobres, cegos e leprosos.
Por Gustavo Marchetti, no Caminho com Ele.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Deus é amor apesar de nossa dor
Saibamos que o Amor-de-Deus-em-Cristo-É, e se manifesta independente do sofrimento ou da ausência do mesmo. Na realidade, não há dor que não seja manifestação desse Amor [que não pode ser definido pelas circunstâncias, pois esse "Amor É" apesar das circunstâncias], pois cada doença e cada cura são apenas gotas de água diante do oceano do Amor divino, são parte de um todo que só pode ser apreciado se visto por inteiro, do contrário o que se faz é murmurar dizendo que uma gota não nos é suficiente para satisfazer a sede.
Tendo isso em mente, o desfrute do Amor de Deus pode se apresentar na tristeza e na alegria, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, derrubando assim a significação das “bênçãos-que-haverão-de-vir” tão desejadas e esperadas atualmente. A esperança de muitos hoje é para aqui e agora, porém ainda não, esperando, talvez, a vontade e o tempo de Deus. Assim, desprezando o Amor, a Bondade e a Disciplina de Deus, fitam seus olhos nas bençãos que desejam sempre.
O que nos resta é parar de reduzir a vida a um momento (por mais longo que seja tal momento ainda será somente a parte de um breve "sopro"), e não encaixarmos Deus nesse único momento a fim de tentarmos compreender quais as Suas razões para nossa dor.
Ora, saibamos que Deus é bom, e que tudo coopera para o bem dos que assim crêem, de modo que linhas escuras podem tecer a vida destes, que ainda assim dirão: Ele me ama. Pois o amor de Deus se prova na Cruz e na experiência de encarar a vida sob essa perspectiva, não na ausência de dor e conflitos. Tenhamos, pois, bom ânimo. Ele venceu o mundo.
Deus te ama, Ele te amou sempre e sempre, e para sempre...
Em toda a dor, que a Graça te baste.
Por Gustavo Marchetti, no Amor dEle.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
O Verdadeiro Benefício - Agostinho

sábado, 9 de julho de 2011
Todas as Coisas são Permitidas? - Geoff Ashley

terça-feira, 14 de junho de 2011
Conhecer a Deus - Blaise Pascal
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Oração pela Pérola
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Domine os fatos ou eles te dominarão

Nesse aspecto, de onde virá a alegria do meu coração? Será de outro lugar senão da gratidão ao Deus que salva gratuitamente [Hc. 3: 18]? Dele tudo vem, e de graça vem, ora, se o que tenho me é dado não porque mereço, mas gratuitamente, não devo então, querer nada que não me seja dado. A vida se vive em gratidão, ou pelo menos deve-se viver, e não entre murmúrios ingratos. Só assim tu "não cobiçarás".
Não compreender isso produz nos crentes de hoje em dia certa revolta-manhosa-de-filho-mimado com relação a Deus. Os discursos que salientam o fato de que "Deus concederá os desejos do teu coração" - portanto, cobice ele o que quiser -, apartam, os ouvintes de tais mensagens, da sanidade que abraça a todos os que, gratos, se voltam para Deus. Desse modo, temos crentes loucos, entregues às suas paixões pathos-lógicas [que secam até os ossos], cobiçando [o que não lhes é concedido], invejando [o que não lhes pertence] e lançado-se em combates e guerras [confiando em si mesmos] para conquistar seus sonhos adúlteros [Tg. 4: 2-4].
Estes confiam sem confiar, confiam em Deus como quem faz figa, como quem O usa como auxílio supersticioso afim de que aconteça o que eles querem que aconteça em algum momento, e enquanto isso não acontece, dizem estar "descansando em Deus", mas apenas descansam em sua própria esperança adúltera, agarram-se a seus próprios planos e desprezam o Senhor como guia de seus passos. São dominados pelos fatos que a vida lhes apresenta, se enrijecem por seus desejos imutáveis e intratáveis.
Não há outra forma de fugir disso senão "sujeitando-se a Deus", pois Ele "dá graça aos humildes, mas resiste aos soberbos" que pensam saber de alguma coisa. Só então, "resistiremos ao diabo, de modo que ele fuja de nós", somente quando dermos razão a Deus, como Senhor soberano e desfrutarmos, com gratidão, tudo o que temos recebido. Se não for assim, o diabo não encontrará resistência em nossas vidas, antes, encontrará auxílio, tornar-se-á colega de trabalho de cada um de nós.
Portanto, "sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida" (Pv. 4: 23), dê razão a Deus em Seus caminhos, abra mão da vida patológica de quem deseja o que deseja, e isso o faz até que os ossos sequem, resista assim ao demônio adúltero que habita dentro de si [você mesmo], e então, e somente então, resista ao diabo, e ele certamente fugirá de ti.
Por mais um dos que querem-querer-o-que-Deus-quer-que-eles-queiram, e nada além disso.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Caminhe, viva e exista dando [a sua] razão à Ele

Paulo afirmou que simples é encontrar o Deus que É, pois nEle nos "movemos, existimos e vivemos", de modo que nada se move, existe ou vive senão nEle, portanto não é Ele quem dista de nós, mas nós é quem não O vemos.
E porque então não O vemos?
Paradoxalmente, os atenienses não O viam porque queriam cultuar o que viam, e também o que temiam, sim, pois haviam deuses para cada coisa criada nessa terra, e não somente isso, mas por medo, até mesmo criaram um altar para o "Deus desconhecido". De fato, cultuando o que viam não viam O que deviam cultuar, e por medo do Desconhecido desconheciam O que todas as manhãs se lhes fazia conhecido.
Louvado seja tal temor, deve mesmo exisitir pois Ele haverá de nos julgar, no entanto, a menos que se compreenda que O que devia ser sacrificado em Seu altar já fora sacrificado, para que todos que aceitem tal sacrifício por si, por meio dEle, "movam-se, existam e vivam", se moverão dificultosamente, existirão por sistematizações e viverão com medo do Desconhecido.
Assim mesmo é com quem se esquece do que foi feito, o caminho fica difícil (cheio de inveja, ódio e malícia), os sistemas humanos se tornam atraentes, enclausurando-o como um peixe num aquário, e o pavor o des-conecta do Divino Pai.
A meu ver, a relação de amor e ódio que se tem com a vida, depende totalmente da relação que se tem com o Autor da Vida, se a Ele chamamos Pai, cientes de que Ele é Amor, amor então se tem para dar, o contrário disso opera em nós ódio e murmuração.
Diante disso, devemos ser restaurados diariamente pelo Sacrifício que fora posto no altar por nós, de modo que passemos assim a nos mover, existir e viver por tal Sacrifício. De fato, a menos que isso entendamos, por mais que caminhemos não iremos chegar a lugar algum; por mais que busquemos ser, não existiremos e por mais que tentemos viver, estaremos mortos.
Com isso ratifico que o caminhar no Caminho é simples, não há shows pirotécnicos, anjos visitando [visivelmente] nosso quarto, não há sarças ardendo todas as manhãs, nem arrebatamentos diários, há apenas a consciência que se entrega todos os dias ao Pai dizendo: Tu tens razão. Não como conforto filosófico, mas como certeza que impregna a alma de tal forma que esta caminhe, viva e exista dando [a sua] razão à Ele.
Ele tinha razão em fazer queimar a sarça, em fazer morrer o filho de Davi, em chamar a Abraão, em crucificar a Cristo e em não manifestar-se a ti hoje senão, apenas, através do sol que pela manhã brilha.
Tendes fé. Para tanto, basta olhar para Ele. Ore e jejue.
Por mais um dos que caminham, vivem e existem simplesmente crendo nEle.
terça-feira, 17 de maio de 2011
As Coisas Pequenas - Charles Spurgeon
C.H. Spurgeon (1834-1892) era pregador, autor e editor britânico. Foi pastor do Tabernáculo Batista Metropolitano, em Londres, desde 1861 até a data de sua morte. Fundou um seminário, um orfanato e editou uma revista mensal chamada “Sword na Trowel”. Conhecido como “Príncipe dos Pregadores”, Spurgeon escreveu muitos livros e artigos, particularmente na área devocional. Deixou um legado de vida piedosa, marcada por um profundo amor ao Senhor Jesus Cristo e por dedicados esforços ara alcançar almas perdidas.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Nos braços do Pai

Enquanto a conseqüência de meus erros me consome, meu desejo por retornar para a casa de meu Pai aumenta.
Lá até os trabalhadores se alimentam melhor que eu.
Mas a dúvida me domina a mente.
Será que serei aceito? Será que Ele me receberá?
Eu até mesmo me misturaria a seus trabalhadores para desfrutar do mesmo alimento que eles.
Levanto-me com este objetivo e para tal função espero ser aceito.
Já posso ver a casa de meu Pai. Sinto um vento frio invadir meu interior. Minhas mãos suam.
Estou a ponto de desistir de minha caminhada.
Logo penso em quão pretensioso sou pelo fato de achar que Ele me aceitará, ainda que seja como um servo Seu.
Será que assim eu poderia quitar minha dívida? Apagaria minha culpa? Se eu O servir acertarei tudo?
De longe O vejo, Seu olhar compassivo revela Sua longa espera.
Tal expressão me enche de esperança.
Ele segura suas vestes com as mãos e corre em minha direção.
Ele vem, com o coração transbordando em amor, de tal maneira que meus medos e dúvidas são lançados para longe de mim.
Minha alma passa a tranqüilizar-se, mas a vergonha faz-me querer fugir.
Mais rápido que eu pudesse decidir pela fuga, encontro-me enlaçado em Seus braços amorosos.
Tento desculpar-me, mas Ele parece não ouvir minhas palavras, antes, virasse para Seus servos e lhes dá ordens.
Então digo:
“Como quitarei minha dívida? Não pode ser assim. Estou disposto a pagar o que retirei de Ti.”
Eles me servem.
Vestiram-me com roupas novas, puseram em meu dedo um anel e me calçaram os pés.
Ninguém ouve minhas desculpas.
Ninguém pode acusar-me.
Sou por todos reconhecido como Seu Filho.
O novilho cevado dá abertura à alegria que invade os corações de todos.
“Aquele que estava morto, reviveu”.
É o que dizem.
Em meu coração me regozijo por ter experimentado tão grande amor.
Amor capaz de trazer-me de volta à VIDA.
Por Gustavo Marchetti, mais um dos que se encontram enlaçados nos braços do Pai.

